quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Novo ciclo!

Sem prefácio pra esse. ;)

Revendo conceitos, repensando minha vida. Mudando meus ares, externos e internos... Mantendo meus deuses, abolindo os mensageiros, criando minhas pontes. Me desapegando das rosas, me curando dos espinhos e redescobrindo as orquídeas... Cobrindo alguns buracos, mesmo que abrindo outros - mas tentando fazê-los mais rasos.

Tentando me lembrar de mim, tentando me esquecer em mim um pouco mais. Tentando não esquecer de mim. Pulando ondas mais altas, nadando em mares mais fundos e ajustando as braçadas ao tamanho do meu braço. Aprendendo a nadar borboleta!

Trocando os sapatos e mudando os passos pra não mudar de calçada. Olhando o bairro enquanto passo pra que ele não me veja não viver enquanto passa. Porque vou pisar cada passo como se fosse o mais importante e andar cada metro como se fosse o último, enquanto passa.

Porque passar eu vou. Ah, se vou.

Um comentário:

Anônimo disse...

Assim e a vida, Vitor. Precisamos a todo tempo mudar aqui e ali, precisamos nos moldar freqüentemente, quase que diariamente às pressões que a vida faz sobre nós. Pressões da vida? Sim, ela nos obriga a tomar decisões, e nos pune caso fiquemos paralisados e estagnados.
A vida exige de nós e nós exigimos da vida, é um ciclo natural, mas que nem sempre somos capazes de aceitar. Pelo menos não enquanto acreditamos que podemos mudar o mundo.
Podemos diariamente mudar, sim, os NOSSOS mundos interiores, e isso é mais valioso do que qualquer fortuna.
Mudamos as roupas, mudamos o caminhar, mudamos certas atitudes. Mas no final das contas, nos deparamos com uma verdade que jamais mudará: Ainda somos os mesmos, e vivemos como nossos pais (sábio Belchior). O que nos diferencia, na verdade, é o modelito que resolvemos vestir e usar de capa diante da vida.