O nome desse soneto é porque realmente foi um soneto em resposta a uma crítica também feita em verso, numa brincadeira numa roda de pretensos-poetas (eu incluso). Mas gostei, então posto aqui. ;)
Desculpe-me se da impressão
que te causo me sobra o riso
Mas é que sou cônscio de minhas faces,
escudos e máscaras de que preciso.
Fato é que não me acha em fotos,
Não me acha em músicas, cinzeiros ou livros
Porque sou partes de um grande vácuo
complexo, denso, potencial e conciso.
Se me vês em bordéis, becos frios ou sarais
De papéis em papéis, de caminho em caminho
São eles meu ninho, o inverso jamais.
Mas escárnio talvez, pois seja em trapo ou linho
Sou cônscio que, à parte, me conheço em essência
e que, nessa parte, sou cônscio sozinho.
domingo, 21 de outubro de 2007
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