Esses dias acabei outra "mpblues" que havia começado no primeiro semestre... Tem um groove bacana, bem cadenciado, gosto dela. ^^ A letra é... curiosa. Mas quem conhece o contexto (e esse especificamente são pouquíssimos) entende - e quem, afinal, nunca se sentiu assim? ^^ Bom, vai lá...
Me ofente, me machuca
me diz que eu fui ingênuo,
que eu fui só mais um
capricho seu
Me lembra que nunca me amou,
que eu fui um brinquedo que
você enjoou...
Confessa foi tudo de
caso pensado, me
diz nunca mais!
Me diz que meu beijo te enoja,
meu papo te ensona, que
eu sou ruim de cama, mas
não, não, não vá por aí
Não me peça perdão, não
Tudo menos o seu perdão
Que enfraquece minha força,
minha fibra, minha gana
de te esquecer
ser vilão já lhe cai tão bem
facilita pra mim
Você teve seu tempo,
sua chance, momento
de ser o herói
Não é mais hora de ser
tão bonzinho assim...
sábado, 29 de dezembro de 2007
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Quase-retrato
Redescobrindo a fluidez hendecassilábica que gosto tanto... hehehe Um poemia simples, mesmo que eloqüente pra quem entender o contexto. Gostei, posto-o aqui. ;) Beijos
Em quase distâncias, com quase suspiros
num quase sagrado, num quase sombrio
na casa de Aquarius sagrando Saturno
no quase celeste, no quase sutil
Com meias palavras, em cantos herméticos
Com métrica vaga em efêmera voz
Com quase maneiras e quase potências
em mil saliências do todo, de nós
Com quase saudades dos sinos das torres
e quase certezas das luzes do breu
Em quase escolhas de luas, lençóis
na quase vontade, nem louca, nem sã
E então de maneiras, nos tão quase uivos
Recôndito lacre, refazem-se os nós
Vazio ou completo, completa-se a água
no vácuo-potência, na fome, na cor.
Em quase distâncias, com quase suspiros
num quase sagrado, num quase sombrio
na casa de Aquarius sagrando Saturno
no quase celeste, no quase sutil
Com meias palavras, em cantos herméticos
Com métrica vaga em efêmera voz
Com quase maneiras e quase potências
em mil saliências do todo, de nós
Com quase saudades dos sinos das torres
e quase certezas das luzes do breu
Em quase escolhas de luas, lençóis
na quase vontade, nem louca, nem sã
E então de maneiras, nos tão quase uivos
Recôndito lacre, refazem-se os nós
Vazio ou completo, completa-se a água
no vácuo-potência, na fome, na cor.
domingo, 21 de outubro de 2007
Soneto-resposta ou Hahahahaha
O nome desse soneto é porque realmente foi um soneto em resposta a uma crítica também feita em verso, numa brincadeira numa roda de pretensos-poetas (eu incluso). Mas gostei, então posto aqui. ;)
Desculpe-me se da impressão
que te causo me sobra o riso
Mas é que sou cônscio de minhas faces,
escudos e máscaras de que preciso.
Fato é que não me acha em fotos,
Não me acha em músicas, cinzeiros ou livros
Porque sou partes de um grande vácuo
complexo, denso, potencial e conciso.
Se me vês em bordéis, becos frios ou sarais
De papéis em papéis, de caminho em caminho
São eles meu ninho, o inverso jamais.
Mas escárnio talvez, pois seja em trapo ou linho
Sou cônscio que, à parte, me conheço em essência
e que, nessa parte, sou cônscio sozinho.
Desculpe-me se da impressão
que te causo me sobra o riso
Mas é que sou cônscio de minhas faces,
escudos e máscaras de que preciso.
Fato é que não me acha em fotos,
Não me acha em músicas, cinzeiros ou livros
Porque sou partes de um grande vácuo
complexo, denso, potencial e conciso.
Se me vês em bordéis, becos frios ou sarais
De papéis em papéis, de caminho em caminho
São eles meu ninho, o inverso jamais.
Mas escárnio talvez, pois seja em trapo ou linho
Sou cônscio que, à parte, me conheço em essência
e que, nessa parte, sou cônscio sozinho.
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Feito mar
Comemorando dois meses... Também não é música (pelo menos não ainda). Fala por si só. ;)
Tão simples
como as ruas que me passam devagar
como as ondas que nos levam como o vento
como o mar que nos afoga em seu tecer
e como a teia que tecida pela terra
a faz caça do luar no firmamento
e como as nuvens que condensam meus pecados
precipitando no calor do seu suor
É simples como é simples seu sorriso
quando os passos me transpassam devagar
tão opacos quanto os olhos que ao vento
se confundem nas rotinas do tecer
e como a Lua que nos brota em sua terra
numa queda em direção ao firmamento
como o mar santificando meus pecados
e afogando-nos no frio do seu suor
É simples como o frio, a terra, a teia
como as nuvens, como os passos, o suor
simples como a queda, as luas, os sorrisos
tal minha imagem em sua íris,
como o mar
Tal como as ruas, como as ondas, como a pele
como a luz e som e vento,
como o mar.
Tão simples
como as ruas que me passam devagar
como as ondas que nos levam como o vento
como o mar que nos afoga em seu tecer
e como a teia que tecida pela terra
a faz caça do luar no firmamento
e como as nuvens que condensam meus pecados
precipitando no calor do seu suor
É simples como é simples seu sorriso
quando os passos me transpassam devagar
tão opacos quanto os olhos que ao vento
se confundem nas rotinas do tecer
e como a Lua que nos brota em sua terra
numa queda em direção ao firmamento
como o mar santificando meus pecados
e afogando-nos no frio do seu suor
É simples como o frio, a terra, a teia
como as nuvens, como os passos, o suor
simples como a queda, as luas, os sorrisos
tal minha imagem em sua íris,
como o mar
Tal como as ruas, como as ondas, como a pele
como a luz e som e vento,
como o mar.
domingo, 15 de julho de 2007
Pondo ordem no puteiro
Metade puto, metade inconformado, metade triste. Dessa vez, abafa o contexto. Não é música. Não é nada, na verdade... Só uma cuspidela.
Já ando cheio de me sentir
feito uma densa metalinguagem
numa novela mexicana
de alma então dilaceranda
pelos hipérbatos sem decupagem
e pelos dramas do não-fluir
De ver as damas descabelando
os cavalheiros se desonrando
e as crianças a descrescer
num enredo afônico quase sem métrica
com uma premissa quase absurda
e papel de único a perceber
E se zona é status quo
Que tal tentar, então, de pirraça
Fazer de rave essa valsa-trio
botar desordem no coreto da praça
trocar o tango por um bom free jazz
e o fado lento por um samba a mil
Ponha então Carmen no lugar da santa
Caty Heathcliff como a plebéia
e Ripley como o bom-rapaz
Deixe o bom Ozzy como messias
Escolha Macondo pra sediar a zona
E no meu papel, a essa altura, tanto faz...
Já ando cheio de me sentir
feito uma densa metalinguagem
numa novela mexicana
de alma então dilaceranda
pelos hipérbatos sem decupagem
e pelos dramas do não-fluir
De ver as damas descabelando
os cavalheiros se desonrando
e as crianças a descrescer
num enredo afônico quase sem métrica
com uma premissa quase absurda
e papel de único a perceber
E se zona é status quo
Que tal tentar, então, de pirraça
Fazer de rave essa valsa-trio
botar desordem no coreto da praça
trocar o tango por um bom free jazz
e o fado lento por um samba a mil
Ponha então Carmen no lugar da santa
Caty Heathcliff como a plebéia
e Ripley como o bom-rapaz
Deixe o bom Ozzy como messias
Escolha Macondo pra sediar a zona
E no meu papel, a essa altura, tanto faz...
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Groove de Ouvido
Mais uma letra de música sendo postada incompleta... Hehehe Mas vou começar a postar esses fragmentos aqui também, decidi transformar isso aqui numa espécie de mesa de trabalho, também... Assim, quando for alterando e completando, entro aqui e vou corrigindo. ^^ Essa é bem grooveada, gostei dela... Só não tem refrão ainda... E também tem destinatário. Cada dia mais feliz, gato. ;) Te adoro.
[Nota da Atualização] Agora tá pronta. ^^ Algumas alterações na ordem de versos, ganhou refrão e forma. Gostei. ^^
Tô sorrindo
Feito bobo
Canino ao vento
com razão...
to abrindo
mão do jogo
e blefe certo é
solidão
Quente feito
Lua cheia
Vou me afogando
na maré
Distorcendo os
paralelos
Obstruindo as transversais
transviando as obtusas pra dar pé, é
E tô brilhando
feito novo
Omo Progress
emocional
Homo Sapiens à
Lua Nova
com roupa limpa
no quintal
Espumas brancas
carregando
a calmaria
do normal
Ondas novas
centrifugando
Tô pondo água em Aquarius,
Inventando Zaratustra a porter, é
::refrão::
Meus copos d'água
meio cheios
E um par de olhos
meio vazio
rodando os mares
fenixiando
da velha Flor de Lis
::devaneio instrumental::
E tô brilhando
feito novo
Navegando pelo
surreal
Quente feito
Lua Nova
OMO Progress
emocional
::refrão e fim::
[Nota da Atualização] Agora tá pronta. ^^ Algumas alterações na ordem de versos, ganhou refrão e forma. Gostei. ^^
Tô sorrindo
Feito bobo
Canino ao vento
com razão...
to abrindo
mão do jogo
e blefe certo é
solidão
Quente feito
Lua cheia
Vou me afogando
na maré
Distorcendo os
paralelos
Obstruindo as transversais
transviando as obtusas pra dar pé, é
E tô brilhando
feito novo
Omo Progress
emocional
Homo Sapiens à
Lua Nova
com roupa limpa
no quintal
Espumas brancas
carregando
a calmaria
do normal
Ondas novas
centrifugando
Tô pondo água em Aquarius,
Inventando Zaratustra a porter, é
::refrão::
Meus copos d'água
meio cheios
E um par de olhos
meio vazio
rodando os mares
fenixiando
da velha Flor de Lis
::devaneio instrumental::
E tô brilhando
feito novo
Navegando pelo
surreal
Quente feito
Lua Nova
OMO Progress
emocional
::refrão e fim::
sexta-feira, 15 de junho de 2007
Dez Pras Nove
Musiquinha recente, a melodia é bem gostosinha... Letra simples, mas juro que com a melodia fica bem interessante... hehehe E obrigado por ontem, gato. ;)
[Nota de atualização] Terceira atualização dessa aqui, agora ganhando forma mais definitiva... Nada mudou na poesia em si (a não ser a última estrofe, que eu tinha colocado na última atualização e tire de novo), foi mudança só estrutural mesmo... ^^
Hoje eu acordei estranho
com vontade de abraçar o mundo...
Num barzinho a meia-luz
acordei mais tarde que levantei
Acordei as dez pras nove
com você olhando nos meus olhos...
Acordei pra mim e vi que
era justo ali que queria estar...
Hoje levantei cansado e
acordei espreguiçando meus medos...
Levantei do lado errado e
acordei do lado certo da voz
Hoje levantei distante
e acordei distante de um passado
Acordei passado e sem
vontade de passar a noite a sós...
::Refrão::
Hoje eu acordei mudado e
ao meu lado o vento da mudança
Hoje eu acordei mudando meus
velhos armários de lugar
Hoje eu acordei parado
na vontade de parar o tempo
pra acordar mais uma vez e outra
no mesmo lugar.
::devaneio instrumental e voz::
::refrão::
::coda e fim::
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Meu quarto de olhar
Quase uma canção de retorno... hehehe Toooodo um contexto, não dá pra explicar aqui.
Eu rodo nas voltas da clave de sol
nas voltas do mundo, no giro do olhar
nas rodas das ondas, na orla do céu
rodando as sereias, voltando o cantar, e
de canto, rodando meu quase-febril
num quase-sorriso, num quarto-lunar
meus quartos de água, meu meio-vazio
de voz, de sentido, de canto, do mar
Eu rodo nas voltas da clave de sol
nas voltas do mundo, no giro do olhar
nas rodas das ondas, na orla do céu
rodando as sereias, voltando o cantar, e
de canto, rodando meu quase-febril
num quase-sorriso, num quarto-lunar
meus quartos de água, meu meio-vazio
de voz, de sentido, de canto, do mar
quinta-feira, 12 de abril de 2007
Jaz(z) o riso
Como prometido, essa não é uma música... hehehe Pelo menos não ainda, porque realmente estou querendo musicar. É que a métrica e a disposição de versos e estrofes é bem irregular, isso acaba complicando um pouco... =/ Mas enfim. Na verdade já queria ter postado isso antes, mas o contexto dela ainda era muito recente e achei que seria maltratar um pouco demais meu peito.
E eu não precisava do seu toque,
não precisava da sua voz.
Não precisava, nem ao menos, saber
se suas palavras seriam minhas.
Não precisava do seu riso,
do seu cheiro, do seu suspiro,
do teu retrato resguardado na
cabeceira da minha memória...
Não precisava do seu olhar,
ou da sua certeza, do seu aceno.
mas num preciso intante, num boteco velho,
fez-se jus, ao som de jazz e riso,
do seu riso e do meu jazz,
a precisão do necessário.
O sentindo do seu riso,
ou o non-sense do meu jazz.
E não sei mais se preciso ou se esqueço,
ou se falo, se grito, ou me calo.
Se te peço, se te mereço,
Se me mereço ou pulo as ondas.
Só não te cala mais a voz,
nem o riso, nem o jazz,
ou não se cala mais o jazz mas,
talvez, nos cale o riso.
Culpe o jazz, culpe a voz,
culpe a culpa, mas culpe, acima de tudo,
tudo isso que preciso.
Teu toque, tua voz, tuas palavras,
teu riso, cheiro, suspiro,
cada olhar, cada aceno, cada riso,
cada beco escuro, cada jazz.
Culpe então as nossas fibras, presas,
enraizadas, nos precisos que criaste.
Pois agora que preciso
não posso me dar ao luxo, de
deixar ao impreciso as asas
da minha ilusão.
E eu não precisava do seu toque,
não precisava da sua voz.
Não precisava, nem ao menos, saber
se suas palavras seriam minhas.
Não precisava do seu riso,
do seu cheiro, do seu suspiro,
do teu retrato resguardado na
cabeceira da minha memória...
Não precisava do seu olhar,
ou da sua certeza, do seu aceno.
mas num preciso intante, num boteco velho,
fez-se jus, ao som de jazz e riso,
do seu riso e do meu jazz,
a precisão do necessário.
O sentindo do seu riso,
ou o non-sense do meu jazz.
E não sei mais se preciso ou se esqueço,
ou se falo, se grito, ou me calo.
Se te peço, se te mereço,
Se me mereço ou pulo as ondas.
Só não te cala mais a voz,
nem o riso, nem o jazz,
ou não se cala mais o jazz mas,
talvez, nos cale o riso.
Culpe o jazz, culpe a voz,
culpe a culpa, mas culpe, acima de tudo,
tudo isso que preciso.
Teu toque, tua voz, tuas palavras,
teu riso, cheiro, suspiro,
cada olhar, cada aceno, cada riso,
cada beco escuro, cada jazz.
Culpe então as nossas fibras, presas,
enraizadas, nos precisos que criaste.
Pois agora que preciso
não posso me dar ao luxo, de
deixar ao impreciso as asas
da minha ilusão.
terça-feira, 13 de março de 2007
Entre Eu e Você
Ok, pra continuar na linha, mais uma música... Hahaha Prometo que o próximo não vai ser, ok? Eu gosto particularmente dessa, foi uma das que mais demorou pra sair. A primeira parte (a primeira a sair, a um tempinho já) é mais lenta, quase um introdução da segunda (um pouco mais recente), que puxa mais pra um samba/mpb/funk sei lá o quê... Hahahaha Gosto bastante.
Bom, vai aí...
Parado à janela, seu gosto em
minha boca, seu cheiroao redor
invadindo minha alma,
preso em minha roupa...
Não quero que o tempo passe,
não quero dormir pra esquecer.
Quero ver a cidade acender,
metáfora minha
Quero mesmo é você aqui.
Quero mesmo é não ter motivo
pro dia amanhecer
Quero mesmo é você aqui
Quero mesmo é não ter motivo
pro dia
Amanhecer
(segunda parte)
Que culpa eu tenho se meus
olhos de chamam certos
de que um dia você vem
Que culpa eu tenho se eu
sonho mesmo desperto
A gente muito mais além
E se por um lado vou
tentando conter o medo
Favor não acender a luz
Porque é no outro que
esconde o seu segredo e
nesse o paladar me conduz.
Vou perdendo o rumo
Ficando sem prumo
Vendo que entre eu e você
Sou mais nós dois (2x)
E pelas luzes, sons,
cores eu me desboto, vou
virando seu degradé
E com a língua te
pintando em sete cores
Dadaísmos eu e você
Vou perdendo o rumo
Ficando sem prumo
Vendo que entre eu e você
Sou mais nós dois (2x)
quarta-feira, 7 de março de 2007
Contra
Mais letra de música. Essa é antiguinha, embora o título só tenha saído hoje, como sugestão do Vitor Sala (valeu!). Pena, novamente, não poder postar a melodia, é um funkezinho gostoso, bem groovado (desnecessário dizer que não é um funk carioca, né?). Enfim...
Eu não 'tô amando você, não
não digo mil juras,
não canto o amor
Eu não 'tô jogado aos seus pés,
ao invés: tô querendo subir por você.
Eu não 'tô comendo na tua mão
'tô degustando seu cheiro,
seu gosto, suor,
Eu não 'tô ardendo em paixão
'tô queimando em vontade de perder o chão
Não digo "amor, é pra sempre!
Te vejo no altar
por favor não me deixe jamais"
Sou mais "vem, meu bem,
eu não 'tô tão difícil
e 'tô pagando pra ver essa letra mudar".
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
É...
Farto de culpar as horas pela ignorância.
Desculpas a Pandora, mas vou abrir a caixa um pouco mais. ;)
Desculpas a Pandora, mas vou abrir a caixa um pouco mais. ;)
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
Dois Grãos
Na verdade isso é uma letra de uma música. Como não dá pra postar melodias nesse catzo, vai só a letra mesmo. ^^ Antiguinha, já.
A dança do verde me mostra
o quanto ainda tenho pra aprender
O sêmen ao vento, potência de vida
cai certo onde devia estar
E o vento que sopra sem rumo
que do nada vem, transforma
minha vida em broto
que brota certo, quando a chuva cai
E eu, buscando caminhos,
guiando meus passos
Alheio ao processo
Acabo por perceber
que sou grão de areia, então
Que posso ficar na minha praia que
o vento sopra, eu queira ou não
E me leva pra onde eu queria
mas nunca fiz ver
Infinitas praias passeio ao vento sem rumo
E os ares me mostram baías que desconheci
E onde eu menos pensei a vida
me dá de presente outro grão
Que faz os caminhos do vento ganharem sentido então
E eu, cruzando caminhos,
trocando meus passos,
Distante ao processo
Acabo por pereber
que sou só mais um então
Na grande ciranda do mundo
sou só outra peça na escuridão
ao fim do túnel buscando
Iluminação
Infinitas praias passeio ao vento sem rumo
E os ares me mostram baías que desconheci
E onde eu menos pensei a vida
me dá de presente outro grão
Que faz os caminhos do vento ganharem sentido então
Que gira a roda da vida pra nova estação.
quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
Fada o cacete...
Brincando na cabeça com a história da "fada da consciência", cheguei a conclusões bem interessantes: a minha é burra. E surda, desconfio... Talvez bipolar ou mesmo esquizofrênica (mas não fale assim pra ela, é "portadora de esquizofrenia"); se não, só pode ser neurótica, ou maníaca! Toxicômaca não, ela é sã a danada; às vezes mais do que eu gostaria, mas vai falar isso pra ela! Aliás, intempestiva, também. Tanto que mal sobra pra eu ser - e seria um favor, se a maldita não resolvesse descontar em mim!
É irritantemente ética e moralista (mas pelo menos se dá o luxo de construir as suas próprias) e realmente acredita ser útil pensar demais. Tadinha... As vezes tenho é eu que forçar um pouco a barra, ver se ela pensa menos, mas aí é agüentar ficar ouvindo depois. Ah, é verdade: ela fala que é um horror... E prolixa pra cacete, tenho eu que ficar controlando!
Também tem dupla personalidade - ou pelo menos gosta de brincar que tem; tem consciência disso e ainda acha poético! "Sagrado" e "profano", acho que são as palavras, mas eu sinceramente não sei quem é o pior. Apronta horrores e usa os dois de desculpa... Pff... Pra ela tanto faz, né? No final quem me fodo sou eu! Mal-comida...
Bom, mas como diz o sábio Zé, "é o que tem pra hoje". Mas não se assustem, passa. Eu precisava do desabafo, mas a gente é assim mesmo: briga, briga, mas no final da guerra, é o outro quem gruda o bandeide.
terça-feira, 23 de janeiro de 2007
Página Avulsa - pg. 3
[...]
"E então, seguida outra queda, o viajante olha para o céu com olhos confusos, e os deuses intempestos assim falam ao filho errante:
-Por que ainda tentas?
-Porque busco meu destino!
-Pois acalma-te... Traz as oferendas, nos tem em suas graças e segue nosso credo, que de teu destino cuidaremos nós.
E o viajante, resignado, reergue-se, limpa com os braços a poeira, apanha seus pertences e volta o cajado ao chão:
-Levo-lhes as oferendas, os tenho em minhas graças e sigo o vosso credo, mas meu destino... Meu destino é meu!"
[...]
Páginas do Livro-Vivo
"E então, seguida outra queda, o viajante olha para o céu com olhos confusos, e os deuses intempestos assim falam ao filho errante:
-Por que ainda tentas?
-Porque busco meu destino!
-Pois acalma-te... Traz as oferendas, nos tem em suas graças e segue nosso credo, que de teu destino cuidaremos nós.
E o viajante, resignado, reergue-se, limpa com os braços a poeira, apanha seus pertences e volta o cajado ao chão:
-Levo-lhes as oferendas, os tenho em minhas graças e sigo o vosso credo, mas meu destino... Meu destino é meu!"
[...]
Páginas do Livro-Vivo
Página Avulsa - pg. 32
[...]
"-Não queira que eu fale baixo se minhas palavras te soam gritos, nem queira que eu soe calmo se minhas idéias te insultam nuas. Constroem-me teus sentidos e moldam-me ao vosso avesso: o contrário do avesso da tua inerte consciência vã! (desabafo do Pierrot aos súditos da inconsciência)"
[...]
Páginas do Livro-Vivo
"-Não queira que eu fale baixo se minhas palavras te soam gritos, nem queira que eu soe calmo se minhas idéias te insultam nuas. Constroem-me teus sentidos e moldam-me ao vosso avesso: o contrário do avesso da tua inerte consciência vã! (desabafo do Pierrot aos súditos da inconsciência)"
[...]
Páginas do Livro-Vivo
segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
Página Avulsa - pg. 8
[...]
Talvez seja isso, apenas: fases. Mudamos, afinal, e a isso retornamos inevitavelmente, inúmeras e incontáveis vezes, até que esta em si coroe seu rito máximo, e reinicie o ciclo. É inevitável, portanto. Melhor: é sagrado; e, se assim o é, resta apenas entregar-me, por inteiro, como humilde servo dos ventos da renovação.
Humilde, talvez, e servo, sem dúvida; mas não nulo, e no soprar dos ventos escavo meu caminho só.
Vão, talvez, e duro, sem dúvida; mas, no final da estrada, meus membros cançados me lembrarão que venci.
[...]
Páginas do Livro-Vivo
Página espelho
Bom, depois de tempos afastado desse mundo bloguístico, resolvi recriar um espaço por aqui. Realmente, a internet acaba sendo uma boa janela pra muita coisa e, meio como teste e meio como desabafo, resolvi abusar dela um pouquinho... hehehe A idéia é postar aqui textos, ensaios e versos meus, que acabaram e acabam sempre ficando inertes da gaveta... Me guardo a pretensão de chamá-los de "arte" já que a falsa modéstia acaba tão pretensiosa quanto, mas no fim isso acaba ficando sempre a cargo do ouvido de quem lê.
É provável que no começo as postagens sejam mais frenqüentes, já que tem bastante coisa gritando na gaveta pra sair, mas vamos ver quanto tempo eu agüento tirá-las sendo mordido. Hehehe
De qualquer forma, bem vindo! Você está entrando num espacinho bem particular... hehehe
ps: aliás, favor não urinar nos cantos. Esse povo tem cada mania... Grato! ^^
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