quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Novo ciclo!

Sem prefácio pra esse. ;)

Revendo conceitos, repensando minha vida. Mudando meus ares, externos e internos... Mantendo meus deuses, abolindo os mensageiros, criando minhas pontes. Me desapegando das rosas, me curando dos espinhos e redescobrindo as orquídeas... Cobrindo alguns buracos, mesmo que abrindo outros - mas tentando fazê-los mais rasos.

Tentando me lembrar de mim, tentando me esquecer em mim um pouco mais. Tentando não esquecer de mim. Pulando ondas mais altas, nadando em mares mais fundos e ajustando as braçadas ao tamanho do meu braço. Aprendendo a nadar borboleta!

Trocando os sapatos e mudando os passos pra não mudar de calçada. Olhando o bairro enquanto passo pra que ele não me veja não viver enquanto passa. Porque vou pisar cada passo como se fosse o mais importante e andar cada metro como se fosse o último, enquanto passa.

Porque passar eu vou. Ah, se vou.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Herói expirado

Esses dias acabei outra "mpblues" que havia começado no primeiro semestre... Tem um groove bacana, bem cadenciado, gosto dela. ^^ A letra é... curiosa. Mas quem conhece o contexto (e esse especificamente são pouquíssimos) entende - e quem, afinal, nunca se sentiu assim? ^^ Bom, vai lá...

Me ofente, me machuca
me diz que eu fui ingênuo,
que eu fui só mais um
capricho seu
Me lembra que nunca me amou,
que eu fui um brinquedo que
você enjoou...
Confessa foi tudo de
caso pensado, me
diz nunca mais!
Me diz que meu beijo te enoja,
meu papo te ensona, que
eu sou ruim de cama, mas
não, não, não vá por aí
Não me peça perdão, não
Tudo menos o seu perdão
Que enfraquece minha força,
minha fibra, minha gana
de te esquecer
ser vilão já lhe cai tão bem
facilita pra mim
Você teve seu tempo,
sua chance, momento
de ser o herói
Não é mais hora de ser
tão bonzinho assim...

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Quase-retrato

Redescobrindo a fluidez hendecassilábica que gosto tanto... hehehe Um poemia simples, mesmo que eloqüente pra quem entender o contexto. Gostei, posto-o aqui. ;) Beijos

Em quase distâncias, com quase suspiros
num quase sagrado, num quase sombrio
na casa de Aquarius sagrando Saturno
no quase celeste, no quase sutil
Com meias palavras, em cantos herméticos
Com métrica vaga em efêmera voz
Com quase maneiras e quase potências
em mil saliências do todo, de nós
Com quase saudades dos sinos das torres
e quase certezas das luzes do breu
Em quase escolhas de luas, lençóis
na quase vontade, nem louca, nem sã
E então de maneiras, nos tão quase uivos
Recôndito lacre, refazem-se os nós
Vazio ou completo, completa-se a água
no vácuo-potência, na fome, na cor.

domingo, 21 de outubro de 2007

Soneto-resposta ou Hahahahaha

O nome desse soneto é porque realmente foi um soneto em resposta a uma crítica também feita em verso, numa brincadeira numa roda de pretensos-poetas (eu incluso). Mas gostei, então posto aqui. ;)

Desculpe-me se da impressão
que te causo me sobra o riso
Mas é que sou cônscio de minhas faces,
escudos e máscaras de que preciso.

Fato é que não me acha em fotos,
Não me acha em músicas, cinzeiros ou livros
Porque sou partes de um grande vácuo
complexo, denso, potencial e conciso.

Se me vês em bordéis, becos frios ou sarais
De papéis em papéis, de caminho em caminho
São eles meu ninho, o inverso jamais.

Mas escárnio talvez, pois seja em trapo ou linho
Sou cônscio que, à parte, me conheço em essência
e que, nessa parte, sou cônscio sozinho.


segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Feito mar

Comemorando dois meses... Também não é música (pelo menos não ainda). Fala por si só. ;)

Tão simples
como as ruas que me passam devagar
como as ondas que nos levam como o vento
como o mar que nos afoga em seu tecer
e como a teia que tecida pela terra
a faz caça do luar no firmamento
e como as nuvens que condensam meus pecados
precipitando no calor do seu suor

É simples como é simples seu sorriso
quando os passos me transpassam devagar
tão opacos quanto os olhos que ao vento
se confundem nas rotinas do tecer
e como a Lua que nos brota em sua terra
numa queda em direção ao firmamento
como o mar santificando meus pecados
e afogando-nos no frio do seu suor

É simples como o frio, a terra, a teia
como as nuvens, como os passos, o suor
simples como a queda, as luas, os sorrisos
tal minha imagem em sua íris,
como o mar

Tal como as ruas, como as ondas, como a pele
como a luz e som e vento,
como o mar.

domingo, 15 de julho de 2007

Pondo ordem no puteiro

Metade puto, metade inconformado, metade triste. Dessa vez, abafa o contexto. Não é música. Não é nada, na verdade... Só uma cuspidela.

Já ando cheio de me sentir
feito uma densa metalinguagem
numa novela mexicana
de alma então dilaceranda
pelos hipérbatos sem decupagem
e pelos dramas do não-fluir

De ver as damas descabelando
os cavalheiros se desonrando
e as crianças a descrescer
num enredo afônico quase sem métrica
com uma premissa quase absurda
e papel de único a perceber

E se zona é status quo
Que tal tentar, então, de pirraça
Fazer de rave essa valsa-trio
botar desordem no coreto da praça
trocar o tango por um bom free jazz
e o fado lento por um samba a mil

Ponha então Carmen no lugar da santa
Caty Heathcliff como a plebéia
e Ripley como o bom-rapaz
Deixe o bom Ozzy como messias
Escolha Macondo pra sediar a zona
E no meu papel, a essa altura, tanto faz...

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Groove de Ouvido

Mais uma letra de música sendo postada incompleta... Hehehe Mas vou começar a postar esses fragmentos aqui também, decidi transformar isso aqui numa espécie de mesa de trabalho, também... Assim, quando for alterando e completando, entro aqui e vou corrigindo. ^^ Essa é bem grooveada, gostei dela... Só não tem refrão ainda... E também tem destinatário. Cada dia mais feliz, gato. ;) Te adoro.

[Nota da Atualização] Agora tá pronta. ^^ Algumas alterações na ordem de versos, ganhou refrão e forma. Gostei. ^^

Tô sorrindo
Feito bobo
Canino ao vento
com razão...
to abrindo
mão do jogo
e blefe certo é
solidão

Quente feito
Lua cheia
Vou me afogando
na maré
Distorcendo os
paralelos
Obstruindo as transversais
transviando as obtusas pra dar pé, é

E tô brilhando
feito novo
Omo Progress
emocional
Homo Sapiens à
Lua Nova
com roupa limpa
no quintal

Espumas brancas
carregando
a calmaria
do normal
Ondas novas
centrifugando
Tô pondo água em Aquarius,
Inventando Zaratustra a porter, é

::refrão::
Meus copos d'água
meio cheios
E um par de olhos
meio vazio
rodando os mares
fenixiando
da velha Flor de Lis


::devaneio instrumental::

E tô brilhando
feito novo
Navegando pelo
surreal
Quente feito
Lua Nova
OMO Progress
emocional

::refrão e fim::